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sábado, 6 de novembro de 2010

Governo preparado para resistir ao FMI pelo menos 2 meses

"Nem que os juros da dívida passem os 7%, de que falou Teixeira dos Santos, o Governo vai recorrer ao Fundo de Estabilização da UE. A última emissão do ano é dia 10. Depois, é esperar que Merkel ceda no Conselho de Dezembro"

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Um professor incontinente" por JOSÉ NUNO MARTINS

"Em 7 de Outubro fui à Ajuda assistir, no ISCSP [Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas], ao segundo dia das Provas de Agregação em Ciências da Comunicação, do professor universitário e investigador dos media doutor Nuno Goulart Brandão, que, tendo sido durante anos, profissional de televisão, é tido como profundo conhecedor de diversos campos da comunicação. A prova consistia numa lição, perante um júri constituído por sete catedráticos, aos quais o prof. Brandão apresentaria uma aula-síntese, sob o tema "As relações públicas e os papéis relacionais com os media". Fez, que eu vi, um notável exercício pedagógico, fluido, sistematizado e claro, sustentado por constante enquadramento teórico.
O professor catedrático Adriano Duarte Rodrigues ocupar-se-ia da arguição. Mas o insólito acontece. Questionando, com primarismo boçal, matérias hoje classificadas como temática científica em sedes internacionais do conhecimento universitário, o mestre desata em considerações genéricas, bolçadas num nível de linguagem intolerável, acerca dos fundamentos, do campo de acção e dos modelos de desempenho da profissão de relações públicas, que me deixou indignado e revoltado. Rodrigues reduzia o sério esforço pedagógico (que não arguiu) a meras questões vocabulares. E descomedido e chocarreiro, malbarata conceitos estáveis, tripudia teorias hoje indiscutíveis nas academias sérias da comunidade científica, desprezando autores consagrados e investindo a espasmos irreprimidos do seu fel, sobre áreas do conhecimento que assumiu não tanger.
Considerou, todavia, dever interrogar-se se relações públicas não constituirá uma expressão referida às "mulheres de vida pública" e às "relações" usuais em "casas de passe"... Parecia divertido na sua prosódia de abade com que Deus o castigou, a perguntar-se se as relações públicas não serão senão "relações privadas; talvez até, relações mais íntimas entre dois corpos"... Confuso e diabolizador, chega a questionar "se os ditos relações públicas não usam o médium para contactar com o além"... Insultou as profissões e milhares de profissionais oriundos desta área de estudo e nem se eximiu a deixar no ar torpes suspeitas quanto à fiabilidade da tese e da metodologia usada pelo prof. Brandão, sob os auspícios do seu sábio orientador, o professor doutor Paquete de Oliveira, meu ilustre ex-colega e actual provedor do Telespectador, que não estava presente. Ousou a insídia acerca de "comunidades ditas de foro científico que se prestam a estudar tais áreas de formação". E pôde ir por ali fora sem que algum dos outros jurados ou o presidente, cujo nome nem fixei, no mínimo o interpelassem quanto ao baixo nível de linguagem que usava!
Acho que quem mais se deslustra com o injusto impedimento ali imposto, num espectáculo tão degradante e indigno, ao prof. Nuno Brandão não será, certamente, o candidato. O instituto que acolheu provas desenvolvidas em tal registo de iniquidade é o primeiro prejudicado. Depois, são desacreditados, do júri, os membros que não souberam pôr mão, à desonrosa actuação do incontinente. E por fim, o próprio Adriano Duarte Rodrigues. A quem, pelo menos, eu recomendaria o impossível: que se actualize. E se contenha. "

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Relatório da OCDE revela maior abrandamento da economia

"Um relatório da OCDE revelou, hoje, que o abrandamento da economia será ainda mais pronunciado do que o previsto. "A recuperação da economia mundial permanece frágil", avançou o relatório publicado na perspectiva da cimeira do G20 em Seul, nos dias 11 e 12 de Novembro."

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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O morto de boa saúde por JOÃO CÉSAR DAS NEVES

"Olha, parece que o Estado-providência morreu! Aliás, é melhor dizer que morreu outra vez, porque já perdemos a conta à quantidade de vezes que nos anunciaram o seu falecimento. Mas ele continua a ser o morto mais saudável que conhecemos.
Nesta monumental tragicomédia em que se tornou a nossa política orçamental (comédia política, tragédia económica) volta a dizer--se que o Estado social, como o conhecemos, vai desaparecer. A razão é a do costume: não há dinheiro. Estas declarações geraram as habituais reacções, do furor indignado à penitência compungida. Só não se vê aquilo que realmente melhoraria a situação: um pouco de equilíbrio e racionalidade. E decência. Mais uma vez, os maiores inimigos da segurança social são os que se dizem seus dedicados defensores.
O Estado-providência é composto por três processos diferentes. O primeiro é um mecanismo de poupança, em que se acumulam descontos no trabalho para se obterem pensões na reforma. O segundo garante seguros contra acidentes, como o subsídio de desemprego e outras prestações ligadas a circunstâncias especiais, apoios na doença, bolsas de estudo, etc. O terceiro elemento é de solidariedade, distribuindo aos mais pobres e promovendo a justiça.
Há séculos que todas as sociedades fazem poupanças, contraem seguros e dão esmolas. Mas nas últimas décadas, nos países ocidentais, o Estado interveio assegurando esses serviços a todos os cidadãos. Assim nasceu a segurança social, sistema nacional de saúde, escolaridade pública, etc. Estas políticas tiveram o aplauso unânime dos eleitores e rapidamente o sistema fez inchar a despesa pública e ocupou a maior fatia do Orçamento do Estado.
Tal popularidade garante que o Estado-providência não vai morrer. Quem o tem quer mantê-lo, e quem não o tem gostaria de o ter. O actual debate americano sobre o sistema de saúde é disso prova evidente. Assim seria bom evitar as declarações bombásticas sobre a sua extinção, pelo menos por parte dos defensores, pois apenas servem para aumentar a emotividade e o nervosismo, precisamente o mais prejudicial ao Estado social.
O único problema é que, por muito populares e poderosos que sejam, os sistemas de apoio social não podem fugir às regras da aritmética. Infelizmente, o oportunismo político tem repetidamente manipulado os termos financeiros do processo, fazendo assim perigar a sua sustentabilidade. Os piores inimigos do Estado-providência não são os neoliberais (que, se existirem, ninguém ouve), a crise internacional ou o sistema bancário. É apenas a estupidez. É espantoso como, sendo uma política que todos dizem defender, tantos façam tanto para a destruir.
Os ataques mais mortíferos são também três, todos partindo dos seus mais fanáticos promotores. O primeiro é o peso da máquina, tantas vezes funcionando para cumprir as suas manias, não para servir o público. Depois vêm os vários esquemas ruinosos que, dando votos no imediato, comprometem a prazo todo o sistema. A demência em descer sucessivamente a idade da reforma perante uma subida da esperança de vida, se não era sabotagem propositada, foi negligência criminosa.
Estes dois problemas estão diagnosticados e, mal ou bem, começam a ser abordados. A reforma da segurança social de 2007 foi um passo importante para a sustentabilidade do nosso sistema. Ainda existe muito irrealismo, como mostram as delirantes manifestações em França contra a subida da idade de reforma de 60 para 62 anos. Mas, apesar de tudo, é uma tolice a convicção generalizada de que em breve não haverá dinheiro para pensões.
O pior dos inimigos, que agora domina Portugal, é a suprema hipocrisia de certos políticos, alguns até auto-intitulados "socialistas", que perante um aperto financeiro por razões alheias ao sistema esquecem as juras de solidariedade e cortam nos apoios aos mais necessitados para manterem benesses dos grupos de pressão.
O Estado-providência não está morto. Nem sequer moribundo. Mas era bom que fosse tratado com um pouco mais de serenidade, realismo e, sobretudo, dignidade."

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Dez anos a meter água por MARIA DE LURDES VALE

"Haverá melhor imagem que a do 2.º Juízo Criminal do Tribunal de Vila Franca de Xira para ilustrar o estado em que o País se encontra? Mais importante que o caseiro acordo para a viabilização do Orçamento entre o Governo e o PSD - em casa do professor Catroga não deveria chover - é a notícia de que vários processos ficaram parcialmente destruídos e a maquinaria sem funcionar por causa da água que entrou no contentor que serve de sala do dito tribunal desde o Verão. É tempo e material que se perdem. É dinheiro e trabalho que foram gastos inutilmente.
Este tipo de situações deveria fazer-nos pensar. São retratos de um Portugal que se deixa afundar pela inércia e pela ausência de uma cultura de responsabilização do Estado a quem pagamos e que nos falha naquilo que nos é devido. Se há ocasiões em que vale a pena ser pessimista, esta é uma delas. Só os que não querem ver a realidade é que podem atrever-se a dizer que está tudo bem, que existem muitas oportunidades, muitos casos de sucesso e que é possível, assim como num passe de magia, transformar este quotidiano sorumbático e deprimido num mar de rosas.
Vamos ter um Orçamento do Estado penoso, todos já o sabemos, e até ouvimos o Presidente explicar, na sexta-feira à noite, que a actual situação financeira é muito grave e não se compadece com atitudes que levem a uma crise política.
Já o sabemos. Sabemo-lo há demasiado tempo. Nós e os outros que olham para nós desde fora e que têm os números na mão. A realidade é que o FMI, a OCDE e a Comissão já perceberam que a crise portuguesa não é um problema resultante da crise internacional. É um problema de má governação, de baixo crescimento, de desemprego, de descontrolo das contas públicas e de perda de competitividade. Há dez anos que andamos a marcar passo, que estamos a ser ultrapassados pelos nossos parceiros na União Europeia e até pelos mais pobres - excepto o Haiti - a nível mundial. No relatório das Perspectivas Mundiais que o FMI apresentou há uns dias em Washington está lá tudo: Portugal é a segunda economia do mundo que menos cresceu na última década (6,47%); o nosso PIB é de 223,7 mil milhões de dólares, estamos em 38.º lugar, mas descemos três degraus em dez anos; o nível de riqueza por habitante é de 23 114 dólares, descemos do 34.º lugar para o 41.º, e nenhum país da UE registou uma queda tão abrupta no poder de compra como nós. E, para que possamos ainda ser mais pessimistas, a perspectiva é que, nos próximos cinco anos, Portugal (4,1%), Grécia (5,4%) e a Venezuela (5,8%) serão os países do mundo que menos crescerão.
Significa isto que, depois de uma década perdida, vamos continuar a meter água. Há que arregaçar as mangas e as calças! "

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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"A hora dos cortes" por ANTÓNIO PEREZ METELO

"O ataque especulativo ao euro na Primavera de 2010 marcou a guinada das políticas orçamentais e do discurso na UE. Em vez de empreender uma saída suave dos fortes apoios estatais à economia despendidos em 2009, soou o alarme do sobreendividamento, nomeadamente da Grécia, de Portugal e de Espanha. Adicionalmente, agravou-se de forma alarmante a crise da banca na Irlanda, que atirou o défice público daquele país para impensáveis 32% do PIB. A hora passou a ser cortar os défices, rapidamente e em força. Nesta matéria não há mistérios: cortes na despesa pública e reforço de receitas do Estado, uma fórmula que já a conhecemos de 2002 a 2004, com os Governos PSD/CDS, e de 2005 a 2007 com o primeiro Governo de José Sócrates. Simplesmente, desta vez, existindo uma desconfiança acrescida por parte dos credores acerca da capacidade de cumprir os compromissos financeiros por parte dos países seus devedores, o grosso da redução tem recaído nos cortes na despesa: por terem efeitos mais duradouros; por demonstrarem a determinação dos governos em alcançar, com medidas muito impopulares, défices sucessivamente mais reduzidos nos próximos três anos; pelo facto do nível já atingido da carga fiscal dar sinais de crescente ineficiência na colecta de impostos adicionais. E isso está à vista no OE para 2011: 4100 milhões de euros a menos na despesa total, para um aumento de 2000 milhões de euros na receita fiscal. Nunca foi feito em Portugal. Será exequível?"

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

A fronteira da pobreza por ADRIANO MOREIRA

"Há anos que os sinais da evolução do Estado português para a condição de Estado exíguo, isto é, com uma relação deficitária entre recursos e objectivos imperativos da governação, cresciam de aviso e de significado. Nesta data, em que a invocação da soberania repetidamente aflora como defesa contra as consequências das debilidades, e para impedir a erosão da igual dignidade na comunidade internacional, a circunstância de que sem capacidades não existe real estatuto internacional igual, implica assumir o dever da solidariedade de todas as forças políticas para que, adoptando uma plataforma comum, reponham a confiança da população e tornem aceitáveis, com determinação, os sacrifícios exigíveis, remetendo para outro plano de intervenção constitucional a averiguação e imputação de culpas, de imprevisão, de falta de autenticidade, e de má governança.
A restauração do valor da confiança na relação global do Estado com a sociedade civil continua a ser a maior exigência no sentido de conseguir a mobilização das vontades dos cidadãos para que não se agravem nem as carências nem os temores, estes piorados pelo diálogo tantas vezes mais descredibilizante dos adversários do que esclarecedor das circunstâncias. Não parece de ignorar que por todo o Ocidente, e portanto também pela Europa, a debilidade das lideranças é evidente e preocupante, que a sociedade civil europeia mostra em vários lugares a insatisfação, agravando os medos, por uma desobediência civil violadora de todas as regras do civismo responsável.
Tardam a aparecer as vozes renovadoras e mobilizadoras das solidariedades e das esperanças que deram provas de capacidade quando a devastação da última guerra exigiu enfrentar um desastre sem comparação com a crise actual, vozes que não eram as dos responsáveis pelo cataclismo, era uma nova geração de cidadãos que não rejeitava os cargos políticos, as dificuldades, nem as definições de novos futuros. A questão do Estado social ameaça desenvolver-se ao contrário desta exigência, quando a sua principiologia é indicativa e não imperativa, vem na Carta dos Direitos Humanos e diplomas complementares da ONU, e está plasmada nos assumidos Objectivos do Milénio, dos quais a ONU não desiste embora lute pelos meios que escasseiam. Não pode exigir-se o seu desenvolvimento quando os meios, mas não a vontade, evidentemente faltam, mas renunciar aos princípios é como que deitar fora a esperança, sem a qual enfraquece a determinação cívica. A sociedade civil tem o dever e o poder de abrir caminho a uma nova geração de responsáveis, de mobilizar o civismo dos melhores para não recusaram os cargos políticos, e não ficar submetida a um dogma de enquadramento partidário inviolável que não vigora nos Estados parceiros da União. Porque, se a situação conhecida é grave, a prospectiva não é animadora de uma melhoria próxima, nem o futuro das próximas gerações lhes pode ser anunciado fácil. Mas sem a reposição da confiança na relação entre a sociedade civil e o Estado, em todas as vertentes da soberania e da administração autónoma ou não autónoma, é difícil que a decisão de os melhores ficarem não seja ultrapassada pela vontade crescente de partirem em busca de outro futuro e segurança.
A regra de que o subdesenvolvimento tem a sua mais grave expressão no facto de a sociedade precisar do técnico, ter o técnico, e não ter emprego para o técnico, parece animar a emigração dos quadros. Numa circunstância em que a fronteira da pobreza, que, durante o século passado, o PNUD desenhava excluindo a cidade planetária do Norte, abundante, afluente, e consumista, está a deslocar-se para o Norte do Mediterrâneo, onde não abundam as vozes que assumam responsabilidades pelo desastre do globalismo económico e financeiro sem governança, e o aparecimento de responsáveis da nova geração, determinados, competentes, e desassombrados, que não esqueçam os imperativos do humanismo, tarda a verificar-se. A sociedade civil tem o dever de tentar abrir caminho a uma nova geração de responsáveis, que coloque um ponto final na decadência dos ocidentais."

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Menos é mais: Desta vai ter de ser diferente - ANTÓNIO PEREZ METELOHojeMenos é mais Desta vai ter de ser diferente -ANTÓNIO PEREZ METELO

"A Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República deu um tiro certeiro ao promover o colóquio sobre a dívida pública do País. Durante as oito horas de apresentações e discussões muito foi dito e nem sempre se chegou a uma mesma visão do caminho que temos pela frente. Mas houve pontos bem importantes que, por mais que sejam difíceis de aceitar, se impõem pela consistência dos dados que lhes subjazem:"

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sábado, 16 de outubro de 2010

"O lado mais fácil e infeliz" -JOÃO MARCELINO

"1. O que já se sabe da proposta do Governo para o Orçamento do Estado não deixa dúvidas: a classe média vai pagar a crise - e em todos os escalões, do médio-baixo ao médio-alto."

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600 mil idosos com fome ou mal alimentados

30,7% dos mais velhos têm baixo peso e são poucos os que tomam suplementos.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Gracias a la vida' - FERREIRA FERNANDES

"A frase impossível - o Natal é quando o homem quer - calhou ontem, 13 de Outubro. O cântico foi da velha chilena Violeta Parra: Gracias a la vida. Os presentes vinham num embrulho que ia e vinha e trazia sempre as letras certas: Fénix. E esses presentes eram tão raros que outrora o poeta Brecht os deu como desaparecidos. Quem construiu a Tebas a das sete portas? Para onde foram os pedreiros na noite em que ficou pronta a Muralha da China? A grande Roma está cheia de arcos de triunfo - quem os levantou? Perguntas antigas, que ontem tiveram resposta, tiveram nomes. Florencio Ávalos, Carlos Mamani, Jimmy Sánchez, Victor Zamora, Esteban Rojas... E de cada vez que um presente era aberto e um nome aparecia, as sirenas soavam e olhos alagavam-se. O poeta perguntara também: "Filipe de Espanha chorou, quando a Armada/ Se afundou. Não chorou mais ninguém?" Ontem, chorávamos todos, o filho do Florencio, a loira da Sky News, o solitário no café da Madragoa. Ontem, um dos danados da terra e desapossados de nome, mal ganhou nome, Mario Sepúlveda, o segundo da dinastia dos 33, falou por ele e por todos - cumprindo as palavras de Violeta Parra: "El canto de todos que es mi proprio canto." Pousou o bornal e tirou dele pedaços de rocha que arrancou à mina, que distribuiu. E depois disse isso em palavras: "Não me tratem como artista, sou Mario, o trabalhador mineiro."

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Mexicana: Um século à espera de ser cidadã americana

Após 101 anos a viver nos Estados Unidos, Eulalia García conseguiu naturalizar-se e vai poder votar pela primeira vez

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Reino Unido: Rainha anula festa de Natal devido à crise

A austeridade não poupou a família real, que teve de aceitar um congelamento da "lista civil", os fundos públicos destinados a cobrir as despesas correntes da rainha e do marido.

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Orçamento de Estado 2011: Ganha acima de 530 euros? Veja onde vai perder rendimento

"Já são conhecidos alguns dos pontos principais da versão preliminar das linhas gerais do Orçamento de Estado para 2011. Na prática, quem recebe mais do que 530 euros por mês passará a pagar mais imposto no próximo ano, pois as deduções em sede de IRS (imposto sobre rendimento singular) serão reduzidas para os escalões acima deste valor. Eis as principais alterações e quanto cada contribuinte terá de pagar mais no próximo ano (EM ACTUALIZAÇÃO)"

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Pacto para o emprego Centrais sindicais anunciam "enterro" do acordo

"A reunião de concertação social terminou hoje sem pacto para o emprego, com as centrais sindicais a declararem o "enterro" de um acordo tripartido e divergências entre a posição dos patrões."

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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Os trabalhadores já não contam - PEDRO TADEU

"Uma das novidades desta crise foi a de um governo dirigido por um partido com nome de socialista ter decretado uma redução de salários na função pública. Não vou discutir agora a justeza instrumental da medida, o seu alegado acerto para resolver um problema orçamental do Estado. A questão que levanto agora é outra e prende-se com o que penso ser um efeito mais profundo, mais grave e que se esconde por detrás da mera necessidade de redução do défice público."

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A retoma da recessão - VASCO GRAÇA MOURA

"Estas coisas do PEC III são uma treta miserável que beneficia o Partido Socialista e as inenarráveis criaturas que em nome dele andam há anos a esfarrapar o País e a gerir os seus destinos num resvalar imparável em direcção à ruína."

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"O tempo e a memória: A Europa e a crise" - MÁRIO SOARES

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

"A questão do Estado social" - ADRIANO MOREIRA

"No dia 10 de Dezembro de 1948, foi aprovada pela Assembleia Geral da ONU a Declaração Universal de Direitos Humanos (UAHR), depois do que, segundo o comentário feito no Congresso dos EUA, "a defesa dos direitos humanos internacionalmente reconhecidos tornou-se no paradigma moral mais universalmente aceite"."

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

"O Ministério das Finanças já não merece crédito" - Medina Carreira

Gente Que Conta - entrevista com Henrique Medina Carreira. Apesar de considerar que Sócrates "não tem crédito" e que "o Governo merecia uma sapatada", o ex-ministro diz que não há outro remédio senão deixar passar o OE de 2011, para acalmar os mercados. Mandatário de Cavaco nas últimas presidenciais, não apoiará agora nenhum candidato porque, diz, o Presidente "não fez o que devia".

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