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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

"A hora dos cortes" por ANTÓNIO PEREZ METELO

"O ataque especulativo ao euro na Primavera de 2010 marcou a guinada das políticas orçamentais e do discurso na UE. Em vez de empreender uma saída suave dos fortes apoios estatais à economia despendidos em 2009, soou o alarme do sobreendividamento, nomeadamente da Grécia, de Portugal e de Espanha. Adicionalmente, agravou-se de forma alarmante a crise da banca na Irlanda, que atirou o défice público daquele país para impensáveis 32% do PIB. A hora passou a ser cortar os défices, rapidamente e em força. Nesta matéria não há mistérios: cortes na despesa pública e reforço de receitas do Estado, uma fórmula que já a conhecemos de 2002 a 2004, com os Governos PSD/CDS, e de 2005 a 2007 com o primeiro Governo de José Sócrates. Simplesmente, desta vez, existindo uma desconfiança acrescida por parte dos credores acerca da capacidade de cumprir os compromissos financeiros por parte dos países seus devedores, o grosso da redução tem recaído nos cortes na despesa: por terem efeitos mais duradouros; por demonstrarem a determinação dos governos em alcançar, com medidas muito impopulares, défices sucessivamente mais reduzidos nos próximos três anos; pelo facto do nível já atingido da carga fiscal dar sinais de crescente ineficiência na colecta de impostos adicionais. E isso está à vista no OE para 2011: 4100 milhões de euros a menos na despesa total, para um aumento de 2000 milhões de euros na receita fiscal. Nunca foi feito em Portugal. Será exequível?"

Diário Notícias,  Link

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Menos é mais: Desta vai ter de ser diferente - ANTÓNIO PEREZ METELOHojeMenos é mais Desta vai ter de ser diferente -ANTÓNIO PEREZ METELO

"A Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República deu um tiro certeiro ao promover o colóquio sobre a dívida pública do País. Durante as oito horas de apresentações e discussões muito foi dito e nem sempre se chegou a uma mesma visão do caminho que temos pela frente. Mas houve pontos bem importantes que, por mais que sejam difíceis de aceitar, se impõem pela consistência dos dados que lhes subjazem:"

Diário Notícias,  Link