Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta coração. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta coração. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 17 de junho de 2010

“Sossega coração! Não Desesperes!”


“Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como quem faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
a grande, universal, solente pausa
antes que tudo em tudo se transforme."

Fernando Pessoa
(In Maria José Costa Félix, 2009,“Conheça bem as Asas que tem”, 1ª ed., Alfragide:Oficina do Livro, pg.233)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

“Sinais de aviso do enfarte do miocárdio”



“O enfarte agudo do miocárdio pode ter como prenúncio, na véspera ou antevéspera, um mais fácil aparecimento da dor ou do ardor habituais em quem já sofre de angina de peito (e com menos esforços). A maioria das vezes é sentido, quase subitamente, como uma dor a meio do peito, mais forte do que as dos outros dias, resistente à nitroglicerina. Ou então pode aparecer como um raio em céu azul, uma pressão angustiante, ou uma dor excruciante, no peito, com irradiação ao braço esquerdo ou ao queixo, podendo provocar vómitos e sudação, e mesmo a sensação de morte iminente.
Há vários sinais que podem indciar um enfarte agudo do miocárdio: queda de tensão, insuficiência cardíaca esquerda (com edema agudo do pulmão), arritmias malignas evando à paragem do coração ou mesmo um AVC. Mas também pode acontecer – e é importante dizê-lo – que não apareçam manifestações clínicas de enfarte em casos de enfarte silencioso, isto é, sem dor, e só com pequenas queixas que até parecem digestivas!
O enfarte silencioso é mais frequente em doentes diabéticos (com doença isquémica prévia, já de si silenciosa), ou em idosos, mas tem de ser recordado, porque pode acontecer a qualquer um (20 por cento do total, dizem os americanos). Por isso se deve fazer ECG urgente a todos os pacientes com AVC agudos, e casos de diminuição da oxigenação cerebral ou de insuficiência cardíaca esquerda inesperada, com falta de ar, baixa de tensão e auscultação de sinais que indiciem edema pulmonar ou asma cardíaca.
Não esqueça – um AVC pode ser consequência de uma queda brusca de tensão a seguir a um enfarte do miocárdio. O doente com o AVC pode já não estar consciente para contar as dores torácicas iniciais…A família tora-se o seu único porta-voz!” (p.176-177)

In “O Livro do Coração”, Prof. Fernando de Pádua, 2008,1ª ed.,Alfragide:Academia do Livro.

“O Livro do Coração”


Lê-se no verso da capa do livro, do Professor Fernando Pádua:
“O coração é um órgão maravilhoso. Exrtremamente eficiente e original, o coração sente e simboliza todas as situações emocionais de alegria e tristeza, esperança ou desilusão, amor e paixão.
Mas, apesar de ser tão importante, nem sempre recebe os cuidados devidos. Existem cada vez mais pessoas obesas, sedentárias, que, sem saber, medem o seu tempo de vida em cigarros e álcool em excesso. As doenças cardiocerebrovasculares atingem hoje números assustadores e a única saída é a prevenção.

No Livro do Coração, o Professor Fernando de Pádua ajuda, de forma simples e acessível, a perceber o funcionamento do coração, as principais doenças, os comportamentos de risco e os tratamentos e cuidados necessários.

Um livro para viver mais e melhor.
(In “O Livro do Coração”, Prof. Fernando de Pádua, 2008,1ª ed.,Alfragide:Academia do Livro.)

Fernando de Pádua (Professor)


No verso da contracapa do “Livro do Coração”, do Professor Fernando Pádua, lemos:
“Chamam-lhe o “Homem do Coração”.

Fernando de Pádua, 81 anos, obteve a licenciatura em Medicina pela Universidade de Lisboa em 1950 e partiu depois para a Universidade de Harvard, nos EUA, para se especializar em Cardiologia.

Professor catedrático aos 39 anos, Fernando de Pádua marcou as últimas cinco décadas om mensagens de promoção da saúde e prevenção das doenças cardiocerebrovasculares.

Merecedor de inúmeros galardões académicos, recebeu mais recentemente o Grande Colar da Ordem de Santiago da Espada e o Prémio Nacional de Saúde.

Este é o seu primeiro livro.”
(In “O Livro do Coração”, Prof. Fernando de Pádua, 2008,1ª ed.,Alfragide:Academia do Livro.)

sábado, 12 de junho de 2010

"Intermitências da Vida"


A Revista do semanário Sol, Tabu, edição de 21/05/2010, numa reportagem da jornalista Ana Cristina Câmara e fotos de Sara Matos, nas páginas 40 a 46, contam-nos uma história contada na primeira pessoa e que nos incentiva à esperança e à Vida:
“Eduardo e Fátima Soares combatem, há mais de 30 anos, a doença cardíaca dele e a esclerose múltipla dela A descoberta da medicina tradicional chinesa resgatou-lhes qualidade de vida e levou-os a partilhar a experiência numa clínica que reúne a medicina convencional e oriental.” Pg.40
“Fátima dizia-lhe: “Vou perder o equilíbrio, vou ficar cega e morro.”  Eduardo não queria pensar nisso: “Ela era lindíssima”.” (Pg. 42)

“Começaram as atribulações cardíacas, diz Eduardo. Na cirurgia, teve uma paragem cardíaca: “Foi a minha primeira morte”” (pg.43)

“Eduardo não fez o transplante de coração. “Antes demorava duas horas a recuperar o fôlego, agora demoro dez minutos”. (Pg.44)
“Sem esperança de voltar a andar, Fátima tentou a acupunctura. “Seis meses depois, tinha encostado a cadeira de rodas””. (Pg.45)