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terça-feira, 9 de novembro de 2010
sábado, 16 de outubro de 2010
Viagem....
O vento lusitano.
É este sopro humano
Universal
Que enfuna a inquietação de Portugal.
É esta fúria de loucura mansa
Que tudo alcança
Sem alcançar.
Que vai de céu em céu,
De mar em mar,
Até nunca chegar.
E esta tentação de me encontrar
Mais rico de amargura
Nas pausas da ventura
De me procurar...
Poema de Albert Einstein
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.
..
Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.
...
Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.
....
Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
.....
Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
....................................
Albert Einstein
In isaiaso13.blogspot.com
sábado, 9 de outubro de 2010
"NEVOEIRO" - Fernando Pessoa
"Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fatuo encerra.
Ninguem sabe que coisa quere.
Ninguem conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ancia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora! "
domingo, 3 de outubro de 2010
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Poema da Paz
"0 dia mais belo? Hoje A coisa mais fácil? Equivocar-se O obstáculo maior? 0 medo 0 erro maior? Abandonar-se A raiz de todos os males? 0 egoísmo A distração mais bela? 0 trabalho A pior derrota? 0 desalento Os melhores professores? As crianças A primeira necessidade? Comunicar-se 0 que mais faz feliz? Ser útil aos demais 0 mistério maior? A morte 0 pior defeito? 0 mau humor A coisa mais perigosa? A mentira 0 sentimento pior? 0 rancor 0 presente mais belo? 0 perdão, 0 mais imprescindível? 0 lar A estrada mais rápida? 0 caminho correto A sensação mais grata? A paz interior 0 resguardo mais eficaz? 0 sorriso 0 melhor remédio? 0 otimismo A maior satisfação? 0 dever cumprido A força mais potente do mundo? A fé As pessoas mais necessárias? Os pais A coisa mais bela de todas? 0 amor" |
terça-feira, 3 de agosto de 2010
O Tempo ......
Deus pede estrita conta do meu tempo,
Forçoso é de meu tempo, já dar conta…
Mas como dar, sem tempo, tanta conta,
Eu que gastei, sem conta tanto tempo?
Para ter minha conta feita a tempo,
Dado me foi tempo, e não fiz conta;
Não quis, sobrando tempo, fazer conta,
Quero hoje fazer conta e falta tempo.
Ó vós que tendes tempo sem ter conta,
Não gasteis esse tempo em passatempo.
Cuidai enquanto é tempo em fazer conta!
Mas, ó se os que contam com o seu tempo
Fizessem desse tempo alguma conta,
Não choravam, como eu, o não ter tempo.
(Autor Desconhecido)
Texto encontrado numa Igreja
sexta-feira, 30 de julho de 2010
quinta-feira, 29 de julho de 2010
"Deus costuma usar a solidão..."
"Deus costuma usar a solidão
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida."
Para nos ensinar sobre a convivência.
Às vezes, usa a raiva para que possamos
Compreender o infinito valor da paz.
Outras vezes usa o tédio, quando quer
nos mostrar a importância da aventura e do abandono.
Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar
sobre a responsabilidade do que dizemos.
Às vezes usa o cansaço, para que possamos
Compreender o valor do despertar.
Outras vezes usa a doença, quando quer
Nos mostrar a importância da saúde.
Deus costuma usar o fogo,
para nos ensinar a andar sobre a água.
Às vezes, usa a terra, para que possamos
Compreender o valor do ar.
Outras vezes usa a morte, quando quer
Nos mostrar a importância da vida."
quinta-feira, 8 de julho de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
“Penúltimo Poema”
“Há em cada coisa aquilo que ela é
que a anima.
Na planta está por fora
e é uma ninfa pequena.
No animal é um ser interior longínquo.
No homem é a alma que vive com ele
e é já ele.
Nos deuses tem o mesmo tamanho
e o mesmo espaço que o corpo
e é a mesma coisa que o corpo.
Por isso se diz que os deuses nunca morrem.
Por isso os deuses não têm corpo e alma
Mas só corpo e são perfeitos.
O corpo é que lhes é alma
E têm a consciência na própria carne divina.
Alberto Caeiro
(In Maria José Costa Félix, 2009,“Conheça bem as Asas que tem”, 1ª ed., Alfragide:Oficina do Livro, pg. 39)
segunda-feira, 21 de junho de 2010
“Quebra a Gaiola Pássaro Louco”
“Asa no espaço, vai pensamento!
Na noite azul, minha alma flutua!
Quero voar nos braçosdo vento,
quero vogar nos braços da lua!
Vai, minha ama, branco veleiro,
vai sem destino, a bússola tonta…
Por oceanos de nevoeiro
corre o impossível, de ponta a ponta.
Quebra a gaiola, pássaro louco!
Não mais fronteiras, foge de mim,
que a terra é curta, que o mar é pouco,
que tudo é perto, princípio e fim.
Castelos fluidos, jardins de espuma,
ilhas de gelo, névoas, cristais,
palácios de ondas, terras de bruma,
asa, mais alto, mais alto, mais!
Fernanda de Castro
(In Maria José Costa Félix, 2009,“Conheça bem as Asas que tem”, 1ª ed., Alfragide:Oficina do Livro, pg.45)
quinta-feira, 17 de junho de 2010
“Sossega coração! Não Desesperes!”
“Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como quem faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
a grande, universal, solente pausa
antes que tudo em tudo se transforme."
Fernando Pessoa
(In Maria José Costa Félix, 2009,“Conheça bem as Asas que tem”, 1ª ed., Alfragide:Oficina do Livro, pg.233)
terça-feira, 15 de junho de 2010
“Primeiros Passos”
“É no chão que tudo começa.
É no chão que nasce a vida,
Rastejando, gatinhando.
Vamos enchendo o corpo de Terra, de vida.
De vez em quando olhamos para cima.
E, entre o medo e a vontade de ser,
Dia após dia, a vontade de subir
Vai preenchendo cada parte de nós.
Até que o milagre acontece: Só os pés estão na Terra!
Aí permanecem estáticos, firmes,
Cobertos de medo e euforia.
Somos uma árvore
E sentimos que as nossas raízes querem fxar-se
Só pelo prazer de sentir a abundância do solo fértil.
Mas o corpo balança, balança,
Ao sabor do vento, da chuva.
O sol, esse dá-nos calor
Ao mesmo temp que nos cega.
A noite cai e nós com ela caímos,
Voltando à Terra, sentindo a dor e o amor
De quem a vida nos deu.
Já não é mais possível ali ficar.
Queremos ir. É hora das raízes cortar.
Dói.
A dor é tanto maior
Quanto maior for o tempo queficamos, sem ir.
E vamos.
Descalços vamos caminhando
Sentindo a dor e o calor nos pés,
Base da vida, memória do passado.
Continua a olhar para cima.
Continua a olhar para ti.
E, quando sentires que é o momento,
Liberta-te e dá os primeiros passos
Em direcção ao Amor, á aceitação e à verdade.
Encontra-te."
Teresa Ramalho
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Navegue
“Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, deixe-se acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda a parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave! Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa. Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milénio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor, cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre o fim de uma história, seja ela qual for. Dê um sorriso a quem se esqueceu como se faz.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles o consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de si.
Abasteça o seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também. Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague o seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca! Se achá-lo, segure-o!
“Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada”.
Fernando Pessoa
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, deixe-se acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda a parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não o deixe ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave! Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa. Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milénio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega a parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não o deixe viver sozinho.
Alimente a sua alma com amor, cure as suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre o fim de uma história, seja ela qual for. Dê um sorriso a quem se esqueceu como se faz.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles o consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de si.
Abasteça o seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também. Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. Alague o seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte! Se perceber que precisa seguir, siga! Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-as.
Se perder um amor, não se perca! Se achá-lo, segure-o!
“Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala. O mais é nada”.
Fernando Pessoa
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