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terça-feira, 3 de junho de 2014
segunda-feira, 2 de junho de 2014
quinta-feira, 29 de maio de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
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quarta-feira, 14 de maio de 2014
terça-feira, 29 de abril de 2014
segunda-feira, 21 de abril de 2014
"A miragem da Europa"
"A jovem Marie calcorreou grande parte do percurso. Desde os Camarões, atravessou a pé o Mali e a Argélia, até chegar a Marrocos. Foram cerca de quatro mil quilómetros, sob o calvário do calor, da fome e do frio da noite, para acabar imobilizada entre as àrvores de Castillejos, uma floresta localizada às portas da cidade espanhola de Ceuta, que serve de refúgio a centenas de subsarianos chegados de lugares diversos da Àfrica Ocidental."
(lemos na reportagem)
(Capa da Revista Expresso - 18 Abril 2014)
segunda-feira, 17 de março de 2014
"Não podiam comprar o Porsche mais tarde?"
Nicolau Santos
"Portugal está no fim de um programa de ajustamento fortemente penalizador para a generalidade da população. 660 mil famílias deixaram de pagar os seus créditos à banca. Há mais de 2,5 milhões de concidadãos que vivem no limiar da pobreza. O subsídio de desemprego, o abono de família, as pensões e reformas foram drasticamente reduzidos. Mais de 700 mil pessoas não têm trabalho. Tudo parece correr mal na frente interna.
Tudo? Seguramente que não. A venda de automóveis de luxo em Portugal vai de vento em pôpa, ainda sem a Factura da Sorte do fisco ter começado a oferecer carros topo de gama a quem pedir facturas, criando assim mais excêntricos.
Com efeito, o ano passado houve 300 cidadãos que compraram carros em que um novo jogo de pneus custa mais que o salário mínimo acumulado num ano: três Bentley, um Lamborghini, nove Ferraris, 14 Aston Martin e 273 Porsches.
Se isto aconteceu num ano em que a recessão terá sido de 1,6%, sucedendo a outros dois anos de quebra severa do produto interno bruto do país, o que não se irá passar neste ano em finalmente a economia volta a crescer?
A resposta é óbvia: muito mais carros de luxo vão ser vendidos no mercado português. Para já, nos dois primeiros meses do ano, a Porsche já vendeu 43 carros da marca, mais 53,6% que no mesmo período do ano anterior. A Ferrari vendeu três carros este ano contra nenhum no mesmo período de 2013. E as outras marcas de luxo vão pelo mesmo caminho.
Ora partindo do princípio que todos os compradores são portugueses, a pergunta que se faz é se não podiam esperar um pouco mais para comprar o Porschezinho? Se não conseguiriam viver mais, já não digo uns anos mas uns meses, antes de adquirirem o carrinho? Se não conseguiam circular nem mais um minuto com o anterior modelo? Ou se nunca lhes passou pela cabeça ajudar uma instituição de solidariedade social? Ou investir para criar emprego? Ou ao menos reforçar o capital de empresas?
É que num país dizimado pelo programa de ajustamento um pouco de pudor talvez ajudasse a suportar a dor e passasse a ideia que, apesar de tudo, os sacrifícios estão a ser mais ou menos bem distribuídos. Assim não. Assim fica-se com a ideia que há muitos que estão a pagar com lingua de palmo este ajustamento - mas há uma minoria que continua a escapar. E que não tem discrição nem vergonha. Não é uma elite na miséria. Mas é uma miséria de elite. "
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/nao-podiam-comprar-o-porsche-mais-tarde=f861222#ixzz2wEotAhPo
Em 2010, escrevia Martim Avillez:
"Ignaz Semmelweis nunca chegou a saber que entrou para a história da medicina como o 'salvador das mães'. O médico húngaro descobriu em 1846 que se todos os médicos lavassem as mãos antes dos partos as mulheres deixariam de morrer da terrível febre puerperal. Mas morreu antes que alguém o levasse a sério."
"enquanto a economia cresceu 659% entre 1985 e 2008, a despesa disparou 803% e os impostos 964%."
"Afinal, 43% dos impostos efetivamente liquidados em Portugal foram pagos por famílias com rendimentos entre 32 e 50 mil euros por ano. Isso, famílias que vivem com menos de 1500 euros líquidos por mês. São os remediados quem financia a maior fatia de toda esta despesa."
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/lavar-as-maos=f603924#ixzz2wEtuRpC5
quinta-feira, 6 de março de 2014
"Um país no prego"
"No ano passado, os serviços fiscais deram mais de dois milhões de ordens de cobrança coerciva, dos quais 532 mil incidiram sobre vencimentos e salários.
Ora sabendo que o fisco só avança para a penhora de salários e vencimentos depois de tentar penhorar rendas, contas e depósitos bancários (ou outros créditos financeiros), chega-se à conclusão que estes 532 mil cidadãos não têm nada mais se não o seu salário para fazer face aos compromissos que deixaram de pagar.
O espantoso é que sabendo que o número de trabalhadores por conta de outrém ronda os 5 milhões, isto significa que 10% da força laboral portuguesa tem parte dos seus salários penhorados por dívidas fiscais.
Ora com a subida de impostos dos últimos anos e a descida ou congelamento de salários só se pode esperar que esta situação se venha a agravar nos próximos tempos. Continuar a insistir nos cortes salariais, como faz a troika, só vai fazer alastrar este processo. Um dia destes descobrimos que metade do país está penhorado - e a outra metade anda a colocar os bens que ainda têm no prego para não lhe acontecer o mesmo."
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