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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

 A ideia de que devemos agradar a todos é sedutora. Garante aviões cheios, números robustos e aquela confortável sensação de sucesso. Mas essa lógica — de quantidade em vez de qualidade — tem um preço. E não é baixo. Porque quando um destino perde o foco, perde também a sua força. E, aos poucos, vai-se diluindo até deixar de ser único.


Há sinais que não enganam: natureza pisada sem remorso, tradições moldadas ao gosto do visitante, identidade empacotada e servida em experiências “autênticas” com hora marcada. E, no meio disto tudo, uma inquietação: para onde vamos? Para quem estamos a construir o futuro?" 

Silvia Dias

(Publituris, 20/06/2025

https://www.publituris.pt/opiniao/a-visao-que-ainda-nos-falta?fbclid=IwY2xjawMVD_hleHRuA2FlbQIxMQABHjAld4ZFqjkMPkK67iTGLIbDGMjpF9wxPmyMg_XDNgrTd4tpUozFM7x-0hyR_aem_ZS1Kue958A0imFO9TdI2uw

quarta-feira, 14 de maio de 2014

"O Testamento de Jesu Christo"


José Tolentino Mendonça

(Revista Expresso, 10 Maio 2014)


In Memoriam: Cornelius Gurlitt



In Memoriam
"Vivia sózinho e não tinha qualquer documento de identificação.
Mas no seu apartamento guardava 1.400 pinturas e desenhos de grandes mestres europeus"
"Nada mais amei na vida senão os meus quadros."
(Expresso, 10 Maio 2014)





domingo, 27 de abril de 2014

"Ter fé na poesia"

"Lembro-me de, às vezes, ir de barco com o meu pai que era pescador. Tinha cinco, seis, sete anos, e lembro-me de olhar para o fundo do mar ou para a costa, e de estar completamente extasiado com a poesia do mundo. Essa contemplação espontânea acabou por me dar uma capacidade de perceber o grande que habita o mínimo, que habita o escasso. E nesse sentido, marcou-me muito."
Pg. 22 (pgs.20-24)

Entrevista a José Tolentino Mendonça 
(Revista "Estante", Fnac, nº1, Primavera, 2014)


http://www.revistaestante.fnac.pt/jose-tolentino-medonca/







segunda-feira, 21 de abril de 2014

"Alguns gráficos interessantes da 11ª avaliação do FMI"

"A leitura dos relatórios do FMI sobre as sucessivas avaliações é sempre muito útil, e o mesmo sucede com o que foi hoje revelado. Nesta altura em que estamos a chegar ao fim do período da troika, há alguns balanços interessantes. E algumas ideias feitas que podem e devem ser desfeitas."

http://blasfemias.net/2014/04/21/alguns-graficos-interessantes-da-11a-avaliacao-do-fmi/

"A austeridade não resolve nada"

entrevista a João Salgueiro:

http://economico.sapo.pt/noticias/a-austeridade-nao-resolve-nada_191529.html

"Quais são os eixos de saída desta crise?
Há outro equívoco: a austeridade não resolve nada. Temos de convocar os portugueses para mudarem de vida e terem melhor desempenho e não para reduzirem só a despesa. Podemos reduzir a despesa constantemente e não resolvemos o problema. Precisamos é de mais competitividade.
Em Maio de 2011, o Governo da altura assinou um atestado de óbito para a política que estava a seguir. Essa política levou-nos à ruína, tivemos de pedir ajuda internacional e, desta vez, não foi o agravamento do preço do petróleo, foi a incapacidade de nos adaptarmos aos desafios da época. Ao assinarmos essa certidão de óbito, devíamos ter procurado outro modelo e a mim não me ocorre outro que não seja encorajarmos o investimento produtivo. Até aí, estivemos a fazer investimentos que depois implicavam maior despesa. Os países que se desenvolveram foram aqueles que criaram investimento produtivo, que cria emprego permanente. É a primeira necessidade. O problema de Portugal, hoje, é o desemprego.
A necessidade aguça o engenho. Num período de austeridade, as pessoas começam a fazer o que podem e a agricultura tem respondido bem. O ensino também não foi feito para levar as pessoas a trabalharem com as mãos. As pessoas têm expectativas de ter um emprego num escritório, na banca, no sector público ou numa grande empresa. Isto não acontece nos outros países. Em Portugal, pode haver investimentos produtivos em todos os sectores.
Mas o país não tem capital neste momento.
Até se descapitalizou. Em 1973, a dívida pública era de 19% do PIB, partíamos de uma situação em que não havia endividamento e rapidamente subimos por ali acima. E tivemos ajudas da UE que não havia antes.
Esse é um problema da Democracia? Não consegue ter rigor nas contas?
Não é um problema da Democracia. Então a culpa é dos partidos e dos governos?
Também não é só. Precisamos de uma melhor visão sobre os desafios e as oportunidades. Um desafio é sempre uma ameaça, mas é também uma oportunidade. Devíamos ter mudado tão depressa quanto seria necessário para tirar partido das oportunidades. Os portugueses têm todo o direito de querer um nível de vida igual aos europeus. Não é um problema de recursos. Países sem recursos, como a Dinamarca, a Suíça ou o Luxemburgo, têm dos mais altos níveis de vida da Europa e também não é pela dimensão. Portanto, em Portugal, temos uma tolerância pela ineficácia, pelo desperdício que não pode ser boa."

"Diz que é um professor pardal"


(Revista Expresso, 18 Abril 2014)

http://www.sernisid.com/

"A miragem da Europa"


"A jovem Marie calcorreou grande parte do percurso. Desde os Camarões, atravessou a pé o Mali e a Argélia, até chegar a Marrocos. Foram cerca de quatro mil quilómetros, sob o calvário do calor, da fome e do frio da noite, para acabar imobilizada entre as àrvores de Castillejos, uma floresta localizada às portas da cidade espanhola de Ceuta, que serve de refúgio a centenas de subsarianos chegados de lugares diversos da Àfrica Ocidental."

(lemos na reportagem)
(Capa da Revista Expresso - 18 Abril 2014)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Entrevista Rui Costa - (neurocientista)


Uma entrevista, no programa "Bairro Alto" 

ao neurocientista, Rui Costa, de 21 Dezembro 2013:


Link:   http://www.rtp.pt/play/p1075/e138494/bairroalto

"Alexandre Castro Caldas. "Políticos têm de ter um cérebro um pouco autista"



"É um mito que pode ajudar a manter o cérebro activo?
O cérebro não é uma máquina a vapor. Manter o cérebro activo implica manter muitas áreas a funcionar e isso faz-se vivendo. O núcleo fundamental do comportamento e da cognição humana é a relação com os outros. À medida que envelhecermos ficamos mais egocêntricos, como se o cérebro dissesse que já sabemos tudo."