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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Vanessa-Mae plays Toccata & Fugue

Dormidas Hotelaria Madeira - 2009

Capacidade Alojamento Madeira - 2009

Dormidas Hotelaria Madeira : 1976 - 2009

FMI: Situação de Portugal é mais grave que a de Espanha

Kahn 

FMI: Situação de Portugal é mais grave que a de Espanha 

Cristina Barreto,   com Lusa, Diário Económico, Link

Homenagem a José Saramago

  • Morreu José Saramago: 
    “Desaparece um enorme escritor universal",
    artigo dos jornalistas, Luís Miguel Queirós e Mário Lopes, Público,  Link

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Violin Solo by Multi-Talented 4 Years Old Kid

Desiderata



Go placidly amid the noise and the haste,
and remember what peace there may be in silence.
As far as possible, without surrender,
be on good terms with all persons.
Speak your truth quietly and clearly;
and listen to others,
even to the dull and the ignorant;
they too have their story.
Avoid loud and aggressive persons;
they are vexatious to the spirit.
If you compare yourself with others,
you may become vain or bitter,
for always there will be greater and lesser persons than yourself.
Enjoy your achievements as well as your plans.
Keep interested in your own career, however humble;
it is a real possession in the changing fortunes of time.
Exercise caution in your business affairs,
for the world is full of trickery.
But let this not blind you to what virtue there is;
many persons strive for high ideals,
and everywhere life is full of heroism.
Be yourself. Especially do not feign affection.
Neither be cynical about love,
for in the face of all aridity and disenchantment,
it is as perennial as the grass.
Take kindly the counsel of the years,
gracefully surrendering the things of youth.
Nurture strength of spirit to shield you in sudden misfortune.
But do not distress yourself with dark imaginings.
Many fears are born of fatigue and loneliness.
Beyond a wholesome discipline,
be gentle with yourself.
You are a child of the universe
no less than the trees and the stars;
you have a right to be here.
And whether or not it is clear to you,
no doubt the universe is unfolding as it should.
Therefore be at peace with God,
whatever you conceive Him to be.
And whatever your labors and aspirations,
in the noisy confusion of life,
keep peace in your soul.
With all its sham, drudgery, and broken dreams,
it is still a beautiful world.
Be cheerful. Strive to be happy

 (Found in Old St. Pauls Church, Baltimore, dated 1692)

“O que a arte faz pela sua empresa”


“Equipas motivadas fazem empresas de sucesso. Pelo menos, na opinião de Joaquim Carvalho, sócio-gerente da CMI, da M3Cmédia e director da multinacional Harsco. A dificuldade do sucesso está em encontrar a chave para a motivação e saber perpetuá-la.”
Artigo publicado no Jornal de Negócios, pela jornalista Ana Pimentel, em 2 de Junho. Link

“A anatomia de um poder novo serve para mudar "estados de alma"”



“É preciso fazer emergir um novo poder baseado na ética e na "res publica"? Esta é uma das perguntas que será hoje colocada num debate sobre o papel do Estado, da sociedade civil e das associações empresariais, promovido pela AIP...”
Artigo do jornalista, Celso Filipe, publicado no Jornal de Negócios, em 20 de Maio 2010.   Link

"Um grande passo para as PME"


“O Homem chegou à Lua há 40 anos. E Portugal chegou à Agência Espacial Europeia (ESA) há quase 10 anos, o que abriu as portas a muitas empresas portuguesas a esta indústria. Neste negócio junto da ESA, com lucros controlados, é fundamental a contribuição...”
Um artigo da jornalista, Alexandra Machado, do Jornal de Negócios, publicado, em 1/10/2009.  Link

Heavy rains causes floods in France and Spain - no comment

Flooding in south east France leaves 19 dead

Ser Poeta / To Be a Poet Is - Trovante / Luís Represas

“Sistema de Indicadores de sustentabilidade da Macaronésia”


“Sistema de Indicadores de sustentabilidade da Macaronésia”,
2000 – 2005
O acesso ao estudo neste Link.

“O guru da rede”


“Português eleito um dos mais criativos do mundo”, o título do texto da jornalista, Maria Barbosa, no Expresso de 7 Março de 2009, no 1º Caderno, página 27.

“Tudo começou com um simples telefonema. Do outro lado da linha, uma jornalista da revista norte-americana “Creativity” (www.creativity-online.com) estava interessada em conhecer o trabalho desenvolvido pelo português no site Visual Complexity (www.visualcomplexity.com). Duas semanas depois, Manuel Lima recebe novo telefonema, desta vez para lhe ser comunicado que fora nomeado uma das 50 personalidades mais influentes e criativas para 2009. “É uma honra”, diz Manuel, que define a prestigiada publicação  como uma espécie de Santo Graal da área da publicidade, design e entretenimento, uma referência para criativos, produtores, realizadores, designers, fotógrafos ou ilustradores – o que explica a variedade de personalidades que fazem parte da lista, dos Radiohead a Paola Antonelli, curadora do MoMa, passando por David Axerod, estratega da campanha presidencial de Barack Obama. Sobre Manuel Lima, a “Creativity” afirma que “poderá tornar-se o Edward Tufte do século XXI”, o guru da visualização de informação, referindo-se ao trabalho que o açoriano desenvolve online.
O júri rendeu-se ainda ao facto de o site ser apenas o seu trabalho em part-time. Teresa lezzi, editora da revista, explica ao Expresso que o tema da visualização  das redes complexas é “cada vez mais relevante para o nosso público-alvo”, e todos os anos a eleição procura “revelar personalidades que encontraram uma nova forma de olhar para o mundo e de resolver os seus problemas”.

Visualcomplexity.com
“O site é uma colecção de 600 projectos de visualização de redes complexas da autoria de vários criadores. Manuel Lima interpreta esta nova linguagem.”

“NYC Subway Map Redesign. O desafio de redesenhar o mapa da rede de metro de Nova Iorque, a mais complexa do mundo inteiro e com o maior número de estações (468), não intimidou Eddie Jabbour, director criativo na Kick Design. Em 2004, apresentou uma nova solução de design, de forma a simplificar a identificação das linhas e estações.”

“The Essence of Rabbit. Nenhuma personagem é tão invocada na arte ou no design como o coelho. O que o torna tão irresistível? A instituição Pictoplasma foi tentar responder à questão, recorrendo para isso a 500 designers, ilustradores e artistas, que enviaram várias versões de coelhos. Resultado: uma rede de 1500 personagens diferentes.”

“Twitter Friends Browser. É uma simples, prática e divertida visualização da rede social Twitter que permite ao utilizador percorrer todos os seus contactos. Basta clicar num dos seus usernames para ficar logo a conhecer a rede de contacto deles (friend-of-a-friend). Kris Temmerman, Neuro Productions, é o autor deste projecto, com data de 2008.”

"O Caminho Secreto" - Paul Brunton



Texto de Paul Brunton:
Na natureza, a soberania pertence às forças silenciosas.
A lua não faz o menor ruído e não obstante, arrasta milhões de toneladas de água do mar no vaivém obediente ao seu comando.
Não ouvimos o sol levantar-se, nem as estrelas ocultarem-se. Assim, a aurora da nova vida surge silenciosamente no homem, sem que nada a anuncie ao mundo.
Só na quietude pode o conhecimento do Eu Superior manifestar-se. Somente em profundo silêncio interior podemos ouvir a voz da Alma. Os argumentos ocultam-na e o excesso de palavras ensurdece-a e abafa-a.
A vida ensina-nos silenciosamente, enquanto que os homens instruem em voz alta.
A preciosa descoberta do verdadeiro EU dentro de nós só pode ser feita quando a mente estiver em repouso; as palavras apenas confirmam a realidade, mas não a explicam e jamais a poderão explicar, pois a Verdade é um ESTADO DE SER e não uma torrente de verbosidade.
O argumento por mais inteligente que seja, não substitui a realização pessoal.
Devemos experimentar se queremos viver a experiência.
A palavra “DEUS” não terá sentido para mim, antes de conseguir pôr-me em contacto com o Absoluto dentro de mim mesmo e só então poderei inclui-la no meu vocabulário.
Os grandes problemas da existência individual, os sublimes tormentos da Alma que assediam qualquer pessoa sensata, não podem ser resolvidos na região limitada do cérebro; ao passo que as respostas plenamente satisfatórias, esperam-nos no âmago sem limite do nosso próprio ser, substância divina da nossa natureza oculta.
O cérebro responde com palavras estéreis, enquanto a resposta do Espírito é a vivência maravilhosa da iluminação interior.
O recinto da consciência está no âmago mais intimo de nós mesmos; cada um possui uma porta secreta que se abre para a Luz, mas se não quiser fazer o esforço para abri-la condena-se a si próprio a permanecer nas trevas.
Aprendei a pôr-vos em contacto com o Eu Superior e resolvereis o problema a sós, de forma definitiva e independente do que diga qualquer livro, seja sagrado ou secular.
Alguns chamam de “meditação” este exercício, nome tão bom como outro qualquer. Chamar-lhe-ei REPOUSO MENTAL. A única maneira de entender o que significa exactamente a meditação é praticá-la. “Nem quatro mil volumes de metafísica vos ensinarão o que é a Alma” - exclamou Voltaire.
Como tudo o que tem valor, os resultados da meditação adquirem-se com muita lentidão e assiduidade e trabalho. Porém quem a pratica com o espírito requerido pode estar certo de alcançar a meta. Começamos com as provas experimentais e terminamos com a experiência divina.
A meditação é uma arte quase perdida no Ocidente. Poucos são os que a praticam e entre esses ainda menos compreendem o que estão a fazer.
O hábito de dedicar todos os dias alguns minutos para o recolhimento e repouso mental, prima pela ausência na vida dos povos ocidentais. Contudo, é um hábito de importância vital, cujos benefícios, se praticado, não podem ser demasiado exagerados, mas se negligenciado conduz a tristezas e aflições. Por mais que resistamos a este direito divino sobre nós durante o dia, somos incapazes de resistir ao eu interno durante o sono profundo e sem sonhos.
Então somos capturados pela Alma; então gozamos de repouso na nossa própria natureza, ainda que inconscientemente.
O controle do pensamento é difícil de se obter e as suas dificuldades nos surpreenderão, o nosso cérebro se rebelará. Tal qual o mar, a mente humana está incessantemente activa. Mas tal controle pode ser feito.
No centro do nosso ser mora esse Eu maravilhoso, porém para atingi-lo temos de abrir um canal através de todas as touceiras de pensamentos que o cercam e que nos fazem prestar incessante atenção ao mundo material, tornando-o a única realidade.
Nós os homens modernos, já começámos a dominar a Natureza, mas ainda não aprendemos a dominarmo-nos a nós mesmos.
Ondas infindáveis de pensamentos nos perseguem e oprimem; atormentam-nos durante as insónias da noite e durante o dia permanecem grudados em nós.
Se pudéssemos apenas aprender o segredo do seu domínio e supressão, poderíamos mergulhar num maravilhoso repouso, numa paz semelhante à que segundo S. Paulo, “ultrapassa o entendimento”.
Os cinco sentidos prendem-nos ao mundo material como se fossem de goma e querem um contacto físico constante em forma de objectos, pessoas, livros, divertimentos, viagens, e toda a espécie de actividades.
Só podemos matar o inimigo nos momentos em que os sentidos guardam silêncio.
Dominar a mente é dominar a si próprio.A Alma que controla a maré sempre activa dos pensamentos, pode vestir a farda de capitão e dar ordens à Natureza toda. Eis o que se chama o poder de concentração - a força que faz dos homens VERDADEIROS SENHORES DO PENSAMENTO. Se nos sentimos incapazes de nos concentrar, então um pouco de prática diária nos dará a capacidade que nos falta. Os que procuram meditar, nem que seja por meia hora, com o tempo dominarão a corrente tumultuosa dos seus pensamentos vadios.
A decidida determinação da vontade iluminada de abrir o seu caminho através da sólida montanha de pensamentos e tendências do passado que o homem levantou ao seu redor, receberá um dia a justa recompensa. Ao sair por fim do outro lado, verá a Luz e a Paz que ultrapassam a compreensão (intelectual) humana.
A luz da mente é vaga e difusa no homem comum; cabe-nos encontrá-la até a converter num poderoso farol; depois qualquer que seja o objecto em que projectemos esta potente coluna luminosa, podemos ver claramente e adquirir pleno conhecimento sobre ele.
E este objecto pode ser meramente material ou uma ideia abstracta.
Converter o homem tão constantemente extrovertido num introvertido temporário, é uma das empresas mais valiosas. Ela o capacitará a contemplar picos serenos de puro pensamento.
Esta disciplina pode parecer um trabalho intolerável aos que a intentam, mas a recompensa vale mais do que o seu preço.
O homem-comum é um joguete do meio e das influência externas. É governado por tendências hereditárias e sugestões alheias. Ser capaz de controlar os seus pensamentos na azáfama e pressão da vida moderna, é uma valiosa conquista e a meditação produzirá tal controle. Dentro de nós está a eterna realidade que a crosta oculta. Este é o segredo da vida que tem desafiado os talentos brilhantes de homens ilustres e que será por nós descoberto e se tornará nossa jubilosa posse.
O nosso verdadeiro ser está sempre ali, mas a pressão dos nossos pensamentos e a atenção contínua que prestamos às coisas exteriores através dos sentidos abafam a suave presença do Eu.
Um dos resultados da meditação é capacitar-nos observar como funciona o Eu em relação à máquina intelectual, emocional e física.
Os intelectuais orgulhosos sentam-se nos seus débeis pedestais e esperam ser adorados, quando existe o tempo todo uma divindade habitando nas profundezas do seu coração, que é a única digna de adorações.
O verdadeiro gerador dos seus talentos e criador dos seus feitos, o ser que o satura do princípio de vida e assim lhe permite existir, satisfaz-se plenamente em permanecer em segundo plano, ignorado e despercebido pelos homens.
As grandes minas de diamantes de De Beer, na África do sul, foram descobertas por uma criança ao arrancar um pedaço de cristal negro do muro de uma velha fazenda holandesa, diante do qual, por tantos anos repassara tanta gente completamente alheia ao tesouro nos seus calcanhares!
Quantas pessoas já ouviram o suave murmúrio do seu ser interno ou perceberam a sua delicada orientação, somente para de seguida apagá-los sem nada entenderem?
Se formos bem sucedidos em levantar a ponta do véu da consciência, que o sono profundo representa, poderemos descobrir o significado do céu e da terra. Para o estudante que entrar nesta condição, morrerão necessariamente todos os pensamentos que lhe chegarem.
À mente europeia é difícil conceber um tal estado, em que a consciência humana subsiste sem pensamentos, mas poderá constatar isto pela prática e experiência.
A descoberta de uma “estrela” de cinema é celebrada pela imprensa de todo o mundo, ao passo que a descoberta do eu espiritual de um homem se faz em completo silêncio, sem os louvores do mundo. Saberemos que estamos a ingressar na aura do verdadeiro Eu pela experimentação de um sentimento de felicidade. Este é apenas o estágio inicial.
O último será uma união extática.
Kabir, o poeta-tecelão de Benares escreveu:
“Tendo abandonado as coisas do mundo,
Esqueci castas e linhagens;
Minha tecedura é agora no silêncio infinito.
Kabir, tendo pesquisado e se pesquisado a si mesmo,
Encontrou Deus em seu interior”.
Quando, em nossas meditações, procuramos descobrir o nosso verdadeiro eu, das suas múltiplas máscaras chegaremos por último a um estado interno, que é realmente o mais interessante da vida. Não é inconsciência. Não é sono. Não é sonho. Dentro do seu regaço tornamo-nos conscientes de uma intensa percepção do infinito.
Entrar temporariamente nesta condição transfigura toda a natureza humana.
Quando colocamos a nossa mente em repouso e nos recordamos do que somos, os nossos esforços não necessitam ser mais premiados.
Garantimos o bálsamo para o dia e toda a vida nos parece boa.
Quando a mente se esvazia de todas as imagens e ideias, então ela se torna um espelho claro, em que se reflecte a inefável Divindade.
Os nossos cépticos eruditos nos dirão que estes êxtases espirituais são meros distúrbios do sistema nervoso e os médicos provavelmente os rotularão de “excesso de pressão sanguínea”, ou outra coisa. Há os que quererão investigar estas asserções num solene conclave.
Mais sábios seriam, no entanto se investigassem os seus próprios eus.
Pois não há melhor prova do eu interno do que experimentá-lo na prática.
É desta maneira peculiar que o homem que segue a senda da meditação, começa a acordar para a liderança da sua intuição.
Quando ele principia a sentir o impulso interior despontar nas profundezas do seu ser; quando começa a obedecer a esse impulso, deixando-o conduzir a sua consciência mais e mais para o seu interior; quando se subordina a esse profundo comando, então transporá o umbral do autoconhecimento e ingressará na câmara interna, onde o aguarda o seu ser real.
Uma vez obtida esta experiência, ainda que momentânea, ele compreenderá algo do que quero dizer ao falar do ser espiritual no homem.
Compreenderá que sem a intervenção dos cinco sentidos, nem do sonho, entrou numa condição maravilhosa, em algo que é real e transformador, que jamais experimentara.
No silêncio absoluto da sua Alma, sentirá que pensar meramente é fazer um ruído sacrílego. Neste estado elevado, ao descobrir a presença do seu eu divino, ele percebe que o melhor pagamento por este privilégio é reunir todos os seus pensamentos sobre o altar sagrado e sacrificá-los.
Neste raro momento o intelecto é cremado e de suas cinzas surge a fênix do verdadeiro eu, o imperecível Eu Superior do homem.
(do livro "O Caminho Secreto", de Paul Brunton)  
http://www.aprenderameditar.org/html/artigos.html

“Boas notícias” – Vítor Conceição Gonçalves


19/05/10. Diário Económico,| Vítor da Conceição Gonçalves 
“Por vezes recebemos notícias que nos deixam satisfeitos. Mas, após termos informação adicional sobre os factos, o contentamento inicial começa a desvanecer-se.”  link

“Agarrem-se! “– João Duque


03/12/09, João Duque, Diário Economico
“Quando estamos perto de sermos atingidos por um abalo o grito de alerta comum é: “- Agarrem-se!”, senão “- Fujam!”   link

“O casar, o pagar e o morrer” – João Duque


17/06/10, João Duque, Diário Económico

“Diz o povo, e eu repito-o nas aulas de Finanças Empresariais, que “o casar, o pagar e o morrer, o mais tarde que puder ser”.  link

“Estado - Tudo o que vai mudar no acesso aos subsídios”


Cristina Oliveira da Silva , 17/06/10, Diário Económico
“A necessidade de cortar no défice levou o Governo a criar regras mais apertadas. A Segurança Social vai ver a conta bancária no momento de decidir.” link

Cálculo Dormidas 2009 – Potenciais, Vendidas e Não Vendidas



No cálculo do quadro da análise comparativa do total potencial de dormidas os passos são os seguintes:
1 – Total potencial dormidas = Total Camas x  365;
2 – Total Dormidas Vendidas =  Total potencial dormidas x Tx Ocupação;
3 – Total Dormidas Não Vendidas = Total Potencial Dormidas – Total Dormidas Vendidas;
4 – Variações = Ex. (Ano2002 : Ano2001)-1;
5 - % do Total = Ano : Total 2000-09

“Portugal sofre uma das maiores subidas de desemprego da OCDE”


“Portugal sofre uma das maiores subidas de desemprego da OCDE”, este o título do artigo desenvolvido pelo jornalista Bruno Simões, no Jornal de Negócios, de 15 de Junho, na página 30.
O gráfico que documenta o artigo.

“Portugal deveria recorrer já ao pacote de ajuda internacional”


“Portugal deveria recorrer já ao pacote de ajuda internacional”, o título à entrevista feita a Teresa Ter-Minassian, consultora internacional (reformou-se em 2009, após 37 anos a trabalhar no FMI. Colabora com instituições como o Banco Mundial ou o Banco Inter-Americano de Desenvolvimento), e que liderou a equipa que negociou a intervenção do FMI, em Portugal, no início dos anos 80, pelo jornalista Rui Peres Jorge, do Jornal de Negócios, na edição de 9 de Junho, nas páginas 26 e 27.
Dessa entrevista destaco:
“A economia nacional até poderá conseguir passar sem recorrer à EU e ao FMI, mas utilizar o financiamento oficial ajudaria a fazer o ajustamento necessário com menos dor.”

“As dinâmicas nas expectativas de mercado são muito negativas. É por isso que penso que é melhor montar um pacote coerente de financiamento oficial que diga aos mercados que o País não precisará de financiamento no curto prazo.”

“Portugal já provou que é capaz de fazer ajustamentos.”

“O problema na Europa é que alguns países, Portugal incluído, têm não só um problema orçamental, mas também um problema de poupança nacional demasiado baixa, que levou à acumulação de um grande volume de dívida externa, pública e privada. São esses países, na Europa emergente e do Sul, que agora estão mais vulneráveis e sob pressão.”

“Portugal enfrenta um problema de falta e poupança que tem de ser corrigido, o que passa por aumentos de produtividade e por moderação salarial. Por algum tempo, Portugal e outras economias poderão passar por um período de baixo crescimeno e de ambiente recessivo. Infelizmente, esse é o preço a pagar por ter acumulado demasiada dívida. Mas se a economia mundial não caminhar para outra queda, então Portugal deve conseguir encontrar nichos de mercado para promover uma recuperação puxada pelo exterior.”

“Não é apropriado que todos consolidem ao mesmo tempo e à mesma velocidade. A redução dos défices deve ser mais centrada nos países do Sul. Se a Alemanha se jutar, então o risco recessivo aumenta. Espero que os alemães se apercebam que se não derem o seu apoio na saída da crise, suportando a procura na Europa, então haverá problemas. Eles vão beneficiar muito da queda do euro e, por isso, no curto prazo, podem, e devem, ser relativamente expansionistas.”

“A Alemanha é uma economia muito madura e não podemos esperar que o consumo cresça ao ritmo de outras economias. Dito isto, acho que poderão tomar algumas medidas estruturais, nomeadamente em termos de liberalização do mercado de retalho, que ajudem a estimular a procura interna. Mas o consumo alemão nunca vai crescer 3% ou 4% ao ano. É importante – e a queda do euro ajuda – que se aposte em mercados fora da Europa.”

Flashes do País - Economia



De uma entrevista conduzida pelo jornalista, Pedro Romano, do Jornal de Negócios, de 25 de Maio, ao Professor Catedrático, João Ferreira do Amaral, do ISEG, nas páginas 4 e 5, cujo título era “A Economia tem sido destruída pelo Euro”, destaco:  

“Há 10 anos, João Ferreira do Amaral foi dos poucos que se opôs à entrada de Portugal na Zona Euro. Hoje, mantém tudo o que disse na altura.”

“A Europa não percebe que, quantos mais planos de austeridade fizer, mais ataques especulativos ela vai sofrer. Aliás os indicadores de confiança já estão a piorar.”

“A entrada na Zona Euro foi a principal razão da perda de competitividade.”

Quando questionado sobre a saída da União Europeia respondeu:
“Se saíssemos hoje de rompante seria um desastre completo. Mas se fosse uma saída ordeira – o que, admito, também seria difícil -, teríamos tempo para fazer um ajustamento de forma menos onerosa. Podemos sair do Euro, pôr a casa em ordem e depois voltar.”

À pergunta do jornalista se “o ajustamento não pode ser emulado por uma redução dos salários? Krugman propôs uma queda de 20% relativa aos salários alemães.”
O Professor Ferreira do Amaral respondeu:
“Pelo que me apercebi, Krugman apenas queria dizer que, sendo as diferenças entre países tão grandes, seria necessária uma queda de 20% a 30% dos salários para que as coisas se equilibrassem. Disse mas isso para mostrar como a solução é absurda. Mas mesmo que isso fosse socialmente exequível a medida acabaria por ser ineficaz. Repare que o conteúdo de salários das exportações é de 30%. Se, por absurdo, cortasse 30% dos salários, a nossa competitividade só aumentava 9%.Bastava uma oscilação do dólar para essa vantagem desaparecer. É um erro seguir essa via, que é ineficaz e teria um custo social brutal.”

“A união monetária foi feita como forma de atingir um obectivo político.”

“Não há nenhuma justificação política ou económica para que um país não tenha qualquer défice.”

Em relação aos benefícios do Euro respondeu ao jornalista:
“Só um: a redução da inflacção. É triste dizê-lo, mas tudo o resto que foi prometido não se realizou. Disse-se que ia haver mais crescimento e mais emprego e não houve. Disse-se que haveria estabilidade cambial e não houve – basta ver as oscilações euro/dólar. Disse-se que não haveria problemas de financiamento e agora estamos cheios de problemas de financiamento. Olhando para os factos, os resultados são desoladores.”

Em resposta ao tema do impasse em torno da ajuda à Grécia comentou:
“Que as instituições estão completamente desajustadas. Uma coisa que ainda hoje me espanta é: como é que foi possível haver tanta incompetência na criação destas estruturas? Nem sequer havia um prestamista de última instância – que teoricamente deveria ser o BCE mas que, devido aos seus estatutos, está impedido de levar a cabo esta função.”

"Sinto Muito" - Nuno Lobo Antunes



Uma sugestão de leitura, se ainda não a conhecerem, claro:
“ Sinto Muito”, é o título do livro (4ª ed. 2008, Lisboa:Verso da Kapa),  de Nuno Lobo Antunes, neuropediatra.

Na sua capa podemos ler:
“A vida é tempo entre parêntesis.
Alma a nu, sentimento despido de pudor.
O Amor como razão de Ser e de Viver.”

António Damásio, distinto cientista português, neurologista, escreve o Prefácio ao livro, onde a dado momento diz:
“Sinto muito é sobre o sofrimento em geral, ou se quisermos, sobre a dor, seguida de perda, seguida de dor. Entristece o coração, para depois o desanuviar e torná-lo mais leve”. (pg.12)

Em cada página, Nuno Lobo Antunes, como que nos leva à essência da VIDA, ajudando-nos a intui-la e quase de certeza a desejar valorizá-la ainda mais -  esse “tempo entre parêntesis”.
A Vida, esse “fio” tão débil e sensível, que nos liga a esta dimensão, a da Maravilhosa Experiência Humana.

Na contracapa pode ler-se:
“ Há no médico o desejo de ser santo, de ser maior. Mas na sua memória transporta, como um fardo, olhares, sons, cheiros e tudo o que o lembra de ser menor e imperfeito.
Este é um livro de confissões. Uma peregrinação interior em que a bailarina torce o pé, o saltador derruba a barra, o arquitecto se senta debaixo da abóboda, e no fim, ela desaba.
O médico e o seu doente são um só, face dupla da mesma moeda.
O médico provoca o criador, não lhe vai na finta, evita o engodo. Mas no cais despede-se, e pede perdão por não ter sido parceiro para tal desafio.”

A Humanidade no seu melhor

“Na história da minha existência estão cravados os anos que passei nos EUA como especialista em neuro-oncologia pediátrica, isto é, médico do cancro que envolvia o Sistema Nervoso das crianças. Após sete anos de intensa vida hospitalar, em que a violência das emoções atingia, todos os dias, dimensões de drama, a vida surge distorcida. Era um dia-a-dia de derrotas, em que mesmo as vitórias não podiam ser inteiramente celebradas, porque a eminência de uma recaída pairava até ao fim da vida. Um dia sugeri que a nossa equipa usasse uma T-shirt com o lema: it is so sad (é tão triste), porque era a frase que mais vezes repetíamos ao longo do dia. Lembro-me que de férias em Portugal, admirava as crianças a brincar na praia porque já me tinha esquecido de que podiam ser felizes e saudáveis. Em cada cara buscava sinais de dor, em cada corpo estigmas de quem sofreu os efeitos da doença ou do seu tratamento. Esta distorção atingia também as crianças e as suas famílias. Ainda me emociono ao lembrar-me de um rapazinho de 3 anos, sem cabelo ou sobrancelhas, que tinha como habilidade, que demonstrava com agrado, saber o nome dos filhotes de todos os animais: o filho da porca – leitão, da égua – poldro, e assim por diante. Um dia, lembrei-me de perguntar como se chamava o filho da mulher. Hesitou um minuto, mas depois abriu para mim um sorriso matreiro de quem tinha intuído a resposta, para afirmar com segurança: outpatient, - doente de consulta externa …
Muitos me perguntavam como era possível conviver diariamente com o desgosto. A resposta é simples: é um privilégio poder conhecer a humanidade no seu melhor, na Coragem, mas sobretudo, no Amor. Os médicos e enfermeiras com quem trabalhava eram santos, porque, como alguma vez ouvi, os santos não se vêem todos da mesma maneira. Lembro-me de Perez, um rapaz de 15 anos que cansado das náuseas e da dor, desistiu do tratamento para viver, o melhor que podia, os meses que lhe restavam. A mãe aceitou sem discussão a opção do seu filho. Despediu-se do emprego para gozar com ele a Vida. Tivemos o último encontro num jardim de NY, em Outubro, num daqueles dias excepcionais em que o sol abre as cortinas do Inverno. Dia apropriado para um encontro que era, simultaneamente, uma separação. Despedimo-nos com um abraço e um sorriso: até breve. Naquele momento, o tempo não teve dimensão. Mas recordo sobretudo a Jennifer, uma rapariga encantadora de 18 anos, amante de golfinhos, que na roleta dos tratamentos decidiu apostar tudo num transplante que falhou. O pai, no dia do enterro, cobriu o caixão de golfinhos azuis, que na pintura sorriam para ela. Na missa, a mim, seu médico e também carrasco, chamaram-me para a sua banda, e dando-me as mãos consolaram-me de um desgosto tão fundo de que só mesmo eles me poderiam içar. Durante anos, tive a sua fotografia no ecrã do meu computador, para que todos os dias me lembrasse porque trabalhava. Poucos meses depois da sua morte, os pais pediram-me ajuda para lançar uma Fundação com o nome da Jennifer para ajudar na luta contra o cancro. O dinheiro dessa fundação foi direito para o Hospital onde morreu. A Humanidade no seu melhor, na Coragem, mas sobretudo, no Amor.”

( Do livro “Sinto Muito”, de Nuno Lobo Antunes, 4ª ed. 2008, Lisboa:Verso da Kapa – pgs. 27 e 28)

“Para onde irei quando morrer?”



Deepak Chopra no seu livro “Poder,Liberdade, Graça”, sugere: “alimente a sa vida na fonte da felicidade eterna”.
De seguida breves excertos q ue nos revela da profundidade da leitura:
“ O Universo, embora seja intemporal e eterno, funciona através de ciclos de descanso   e actividade – de “ligado” e “desligado”. O ligado e desligado significam o nascimento e a morte, e estamos constantemente a morrer, de modo a nos podermos voltar a criar. Os átomos no seu corpo ligam-se e desligam-se.” (Pg. 64)

“Embora o  mundo aparente ser continuo, na realidade está a ligar-se e desligar-se como um sinal luminoso intermitente. Tudo está a vibrar e a vibração implica um sinal de ligar e desligar. É por isso que se chama vibração. Se pudéssemos ver o mundo ao nível dos fotões, este teria a aparência de uma espécie de movimento ligado-desligado, ligado-desligado constante. Mesmo os nossos pensamentos são aglomerados de fotões ligando-se e desligando-se intermitentemente no vazio infinito. Algumas coisas vibram muito rápido e algumas mais devagar. Numa pedra, a vibração é muito lenta; num pensamento,  é muito rápida e, ao nível dos fotões, ocorre à velocidade da luz. No entanto, tudo sucede numa vibração ligado-desligado.” (Pg. 64 – 65)

“Quando nos ligamos, nascemos; e quando desligamos, morremos. Sem desligar, não haveria ligar. Em cada desligar, o Universo recria-se. O desligar também é denominado descontinuidade. Na nossa consciência, criamos a experiência da continuidade de algo que é essencialmente descontinuidade. A razão do Universo parecer continuo é um truque dos nossos sentidos. Os nossos sentidos não conseguem processar a informação intermitente que se liga e desliga no vazio infinito à velocidade da luz; por isso, criam a ilusão da continuidade.” (Pg. 65)

“A nossa percepção do mundo pode ser comparada ao assistir a um filme. No ecrã vemos continuidade, mas, quando visitamos a sala de projecção, que vemos? Apercebemo-nos de que o filme é uma série de imagens paradas com pequenos espaços ou intervalos entre as imagens. Se o rolo do filme se mover rápidamente, os nossos olhos não reparam nos intervalos, no desligar entre cada imagem; apenas reparam no efeito de “ligado”. Vemos um filme e o filme está totalmente na nossa imaginação. Na realidade, as imagens estão a ligar-se e a desligar-se intermitentemente de forma descontinua no ecrã.”  (Pg. 65-66)

“Tudo em que consigamos pensar – uma cadeira, uma cor, uma montanha, um pensamento, um arco-íris – é apenas uma vibração diferente da mesma essência. Algo está a vibar e a criar tudo e essa vibração está  a acontecer na presença da alma. A alma vibra e cria os pensamentos. A alma vibra e cria o corpo. A alma vbra e cria todo o Universo. Os Antigos já diziam isto. Os alquimistas egípcios já diziam isto. Os filósofos gregos também, e todos os que algum dia possuíram uma ideia acerca de como a Criação ocorreu. Todos afirmaram que a criação é vibração.”  (Pg.66 – 67)

“Criar é trazer para o ser ou a existência. E, para criar algo novo, temos de morrer para o que já existe. Se não morremos para o que existe, não haverá lugar  à criação. Algo tem morrer para algo novo emergir e a  nossa alma está constantemente a efectuar saltos quânticos de criatividade. O que é um salto quântico? É quando uma partícula subatómica se movimenta de A para B sem percorrer o espaço intermédio. Está aqui e, de seguida, está ali. Qual era o espaço intermédio? Nenhum. Como foi de A a B? Não sei. E não só foi daqui para ali, como o fez instantaneamente. O percurso de  A a B não ocupou tempo. Isto é um salto quântico.” (Pg.67)

“Cada morte é uma oportunidade para um salto quântico de criatividade. Através da morte, recriamo-nos a todos os níveis: ao nível material do corpo, do intelecto e da personalidade. Todos estes necessitam de morrer, de modo a se recriarem. A cada morte armazenamos a sabedoria das nossas experiências desde o início dos tempos e efectuamos saltos quânticos de criatividade para que possamos olhar novamente para nós como se fosse a primeira vez. Ciclos de nascimento, transformação e morte mantêm-nos frescos para que possamos imaginar novos reinos para a nossa própria existência.” (Pg.67)

“Na Biologia há um termo denominado apoptose, que significa morte celular programada. Na ausência de apoptose, as células esquecem-se de morrer e esta condição é denominada cancro. As células cancerígenas perderam a memória da morte e, na sua busca da imortalidade, matam o corpo hospedeiro do qual dependem para sobreviver.” (Pg 68)

“A larva morre para se tornar numa crisálida. No sono da crisálida, a energia incuba e reorganiza-se, nascendo uma borboleta. Será a larva o mesmo ser que a crisálida ou a borboleta? É a mesma inteligência que se tornou algo mais. E, nessa outra coisa, cada célula é diferente, cada expressão de energia no seu corpo é diferente. Nada morreu realmente, apenas se transformou. A transformação após a morte não é um movimento para outro lugar ou tempo, é apenas uma alteração na qualidade da atenção na consciência. É uma condição ou um estado vibrante da nossa própria consciência. O mundo que estamos a experienciar, com terra e céu, plantas  e pessoas, Sol e Lua, é uma expressão particular da consciência a uma dada frequência. Céus, infernos e purgatórios, a Terra, as estrelas e as galáxias, os elementos e a miríade de formas vivas existentes não são lugares num espaço-tempo – são projecções de estados de consciência são expressões vibratórias da consciência infinita, em que o Cosmos se movimenta e vive e tem a sua existência. Frequências infinitas de consciência coexistem e dá-se a presença simultânea de muitos planos de existência.” (Pg. 69)

(In Deepak Chopra, (2006) “Poder, Liberdade e Graça”, 2ª ed. Out. 2009, Ed. Albatroz)