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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"Planos de austeridade: apontamentos de economia comportamental" - Miguel Pereira Lopes

"As opções tomadas nos recentes planos de austeridade tomados pelos governos de Portugal"

Jornal de Negócios,  Link

Angela Merkel consigns Ireland, Portugal and Spain to their fate

"Germany has had enough. Any eurozone state that spends its way into a debt crisis or cannot adapt to a monetary union set for Northern rhythms will face “orderly” bankruptcy."

Telegraph,   Link

O morto de boa saúde por JOÃO CÉSAR DAS NEVES

"Olha, parece que o Estado-providência morreu! Aliás, é melhor dizer que morreu outra vez, porque já perdemos a conta à quantidade de vezes que nos anunciaram o seu falecimento. Mas ele continua a ser o morto mais saudável que conhecemos.
Nesta monumental tragicomédia em que se tornou a nossa política orçamental (comédia política, tragédia económica) volta a dizer--se que o Estado social, como o conhecemos, vai desaparecer. A razão é a do costume: não há dinheiro. Estas declarações geraram as habituais reacções, do furor indignado à penitência compungida. Só não se vê aquilo que realmente melhoraria a situação: um pouco de equilíbrio e racionalidade. E decência. Mais uma vez, os maiores inimigos da segurança social são os que se dizem seus dedicados defensores.
O Estado-providência é composto por três processos diferentes. O primeiro é um mecanismo de poupança, em que se acumulam descontos no trabalho para se obterem pensões na reforma. O segundo garante seguros contra acidentes, como o subsídio de desemprego e outras prestações ligadas a circunstâncias especiais, apoios na doença, bolsas de estudo, etc. O terceiro elemento é de solidariedade, distribuindo aos mais pobres e promovendo a justiça.
Há séculos que todas as sociedades fazem poupanças, contraem seguros e dão esmolas. Mas nas últimas décadas, nos países ocidentais, o Estado interveio assegurando esses serviços a todos os cidadãos. Assim nasceu a segurança social, sistema nacional de saúde, escolaridade pública, etc. Estas políticas tiveram o aplauso unânime dos eleitores e rapidamente o sistema fez inchar a despesa pública e ocupou a maior fatia do Orçamento do Estado.
Tal popularidade garante que o Estado-providência não vai morrer. Quem o tem quer mantê-lo, e quem não o tem gostaria de o ter. O actual debate americano sobre o sistema de saúde é disso prova evidente. Assim seria bom evitar as declarações bombásticas sobre a sua extinção, pelo menos por parte dos defensores, pois apenas servem para aumentar a emotividade e o nervosismo, precisamente o mais prejudicial ao Estado social.
O único problema é que, por muito populares e poderosos que sejam, os sistemas de apoio social não podem fugir às regras da aritmética. Infelizmente, o oportunismo político tem repetidamente manipulado os termos financeiros do processo, fazendo assim perigar a sua sustentabilidade. Os piores inimigos do Estado-providência não são os neoliberais (que, se existirem, ninguém ouve), a crise internacional ou o sistema bancário. É apenas a estupidez. É espantoso como, sendo uma política que todos dizem defender, tantos façam tanto para a destruir.
Os ataques mais mortíferos são também três, todos partindo dos seus mais fanáticos promotores. O primeiro é o peso da máquina, tantas vezes funcionando para cumprir as suas manias, não para servir o público. Depois vêm os vários esquemas ruinosos que, dando votos no imediato, comprometem a prazo todo o sistema. A demência em descer sucessivamente a idade da reforma perante uma subida da esperança de vida, se não era sabotagem propositada, foi negligência criminosa.
Estes dois problemas estão diagnosticados e, mal ou bem, começam a ser abordados. A reforma da segurança social de 2007 foi um passo importante para a sustentabilidade do nosso sistema. Ainda existe muito irrealismo, como mostram as delirantes manifestações em França contra a subida da idade de reforma de 60 para 62 anos. Mas, apesar de tudo, é uma tolice a convicção generalizada de que em breve não haverá dinheiro para pensões.
O pior dos inimigos, que agora domina Portugal, é a suprema hipocrisia de certos políticos, alguns até auto-intitulados "socialistas", que perante um aperto financeiro por razões alheias ao sistema esquecem as juras de solidariedade e cortam nos apoios aos mais necessitados para manterem benesses dos grupos de pressão.
O Estado-providência não está morto. Nem sequer moribundo. Mas era bom que fosse tratado com um pouco mais de serenidade, realismo e, sobretudo, dignidade."

Diário Notícias,  Link

Dez anos a meter água por MARIA DE LURDES VALE

"Haverá melhor imagem que a do 2.º Juízo Criminal do Tribunal de Vila Franca de Xira para ilustrar o estado em que o País se encontra? Mais importante que o caseiro acordo para a viabilização do Orçamento entre o Governo e o PSD - em casa do professor Catroga não deveria chover - é a notícia de que vários processos ficaram parcialmente destruídos e a maquinaria sem funcionar por causa da água que entrou no contentor que serve de sala do dito tribunal desde o Verão. É tempo e material que se perdem. É dinheiro e trabalho que foram gastos inutilmente.
Este tipo de situações deveria fazer-nos pensar. São retratos de um Portugal que se deixa afundar pela inércia e pela ausência de uma cultura de responsabilização do Estado a quem pagamos e que nos falha naquilo que nos é devido. Se há ocasiões em que vale a pena ser pessimista, esta é uma delas. Só os que não querem ver a realidade é que podem atrever-se a dizer que está tudo bem, que existem muitas oportunidades, muitos casos de sucesso e que é possível, assim como num passe de magia, transformar este quotidiano sorumbático e deprimido num mar de rosas.
Vamos ter um Orçamento do Estado penoso, todos já o sabemos, e até ouvimos o Presidente explicar, na sexta-feira à noite, que a actual situação financeira é muito grave e não se compadece com atitudes que levem a uma crise política.
Já o sabemos. Sabemo-lo há demasiado tempo. Nós e os outros que olham para nós desde fora e que têm os números na mão. A realidade é que o FMI, a OCDE e a Comissão já perceberam que a crise portuguesa não é um problema resultante da crise internacional. É um problema de má governação, de baixo crescimento, de desemprego, de descontrolo das contas públicas e de perda de competitividade. Há dez anos que andamos a marcar passo, que estamos a ser ultrapassados pelos nossos parceiros na União Europeia e até pelos mais pobres - excepto o Haiti - a nível mundial. No relatório das Perspectivas Mundiais que o FMI apresentou há uns dias em Washington está lá tudo: Portugal é a segunda economia do mundo que menos cresceu na última década (6,47%); o nosso PIB é de 223,7 mil milhões de dólares, estamos em 38.º lugar, mas descemos três degraus em dez anos; o nível de riqueza por habitante é de 23 114 dólares, descemos do 34.º lugar para o 41.º, e nenhum país da UE registou uma queda tão abrupta no poder de compra como nós. E, para que possamos ainda ser mais pessimistas, a perspectiva é que, nos próximos cinco anos, Portugal (4,1%), Grécia (5,4%) e a Venezuela (5,8%) serão os países do mundo que menos crescerão.
Significa isto que, depois de uma década perdida, vamos continuar a meter água. Há que arregaçar as mangas e as calças! "

Diário Notícias,  Link

Reportagem: Experiências positivas

Regina Alves e Lúcia Ferreira praticam terapias alternativas e revelaram à MAIS o que as motiva e os resultados.

Diário Notícias,  Link

Factos: Tratar pelo semelhante

A Homeopatia é, segundo a Organização Mundial de Saúde, o segundo sistema terapêutico mais utilizado no mundo e ganha adeptos de dia para dia. Na Região está acessível a quem quiser.


Diário Notícias,  Link

Em foco: "Mais não podemos fazer"

"Há sete anos que as medicinas alternativas aguardam regulamentação. A Acupunctura do Funchal propôs oferecer consultas grátis aos madeirenses durante um ano, através de uma parceria com o serviço de saúde. O Governo Regional nunca respondeu. A Ordem dos Médicos fala de uma utopia."

Diário Notícias,  Link