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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

" Para algum momento da vida - Cristovam Pavia"

Estamos juntos, quando vencemos e nos purificamos dia a dia,
E quando rezamos a Deus, e pedimos mais purificação...
E quando um descanso grato e humilde
É a recompensa.
..
Estamos juntos, quando a Poesia nos toca
E entramos como reis no Reino do Silêncio...
Quando sentimos que tempo e risos e lágrimas e tudo
Em nós amadurece...
...
Estamos juntos, quando a noite é fria ou o calor custa a suportar.
Quando a solidão é mais solidão
E vemos como a palavra Amor na boca de tantos é profanada...
- Oh! Ainda que nos separem Oceanos,
Estamos juntos, bem juntos, bem o sabes, numa profunda companhia!
..........................................................
BREVE EPÍGRAFE A NOSSA SENHORA
Senhora:
Eu sei que à dor mais rouca
Das horas mais desesperadas,
Só Tu trazes, como violetas no regaço, silêncio e paz...
 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O meu «Imaginem» - Pe. José Luís Rodrigues

O Jornalista Mário Crespo escreveu um texto no JN com uma série de sugestões a partir da palavra «Imaginem», suponho, inspirado na canção do John Lennon. Acho o texto interessante. A partir daí resolvi também imaginar algumas coisas mais, que poderiam, se levadas à prática, melhorar a vida de todos nós.
Imaginem se as nossas famílias estabelecessem prioridades nas suas despesas.
Imaginem se cada família tivesse apenas um/dois telemóveis em casa, sem que houvesse necessidade de todos os membros da família terem cada um o seu, mas que houvesse um ou dois comuns a todos os membros da família.
Imaginem o mesmo para os automóveis.
Imaginem se as nossas crianças não precisassem de telemóvel para levarem para a escola e para a catequese.
Imaginem se cada um dominasse muito bem as necessidades desnecessárias que a publicidade impõe.
Imaginem que deixávamos de encontrar sacos cheios de pão bolorento enfiados nos caixotes do lixo.
Imaginem que não encontrávamos mais pacotes de alimentos fora de prazo tal como vieram do supermercado, porque não deu tempo de os gastar no meio da enorme quantidade de comida que trouxeram desnecessariamente na última ida às compras.
Imaginem que as famílias antes das compras faziam uma lista prévia do que era necessário, estabelecendo prioridades e pondo de lado o que não fosse necessário.
Imaginem que as famílias só compravam as roupas e sapatos só quando necessitassem mesmo, mas que não comprassem porque a lógica da moda assim o exigiu.
Imaginem que as famílias só tivessem apenas um cartão de crédito ou então que não compravam nada sem terem dinheiro efectivo.
Imaginem que as nossas famílias abdicavam de comer menos fora nos restaurantes, takeways porque não há pachorra de cozinhar em casa.
Imaginem se pensassem que o dinheiro gasto numa semana dessa forma, podia dar para alimentar a família durante um mês.
Imaginem que as nossas famílias sabiam que em determinadas alturas do ano têm que comprar livros escolares e catecismos para os seus filhos.
Imaginem que ninguém se deixava dominar pela publicidade que apresenta tudo muito fácil, escondendo a verdade das coisas.
Imaginem que todas as instituições, governo, autarquias, Igrejas, associações e outros grupos humanos deixavam de gastar balúrdios em festanças e todo o género de comezainas desnecessárias.
Imaginem que os partidos políticos recusavam os balúrdios que recebem dos contribuintes para gastar em campanhas eleitorais e distribuir aos amigos e afilhados do partido.
Imaginem se quem é eleito pelo povo ao invés de servir-se e servir os seus familiares e amigalhaços, começasse a servir o povo que o elegeu.
Imaginem que todos os cidadãos ao invés de gastarem tanto tempo a olhar o que têm e como vivem os outros, começassem a construir a sua vida e a dar alguma coisa de si em prol do bem comum.
Imaginem que as nossas escolas tinham uma disciplina que se chamasse «Bem Comum».
Imaginem se o nosso país tivesse menos ladrões de gravata.
Imaginem se houvesse menos inveja no coração das pessoas.
Imaginem se não fizéssemos aquilo que criticamos nos outros.
Imaginem que os idosos tivessem todo o cuidado necessário para terem uma velhice com dignidade.
Imaginem se as nossas famílias, mesmo que assumindo muitos sacrifícios nunca abandonavam os seus velhinhos.
Imaginem se os produtos alimentar e de saúde fossem todos mais baratos e se carregasse nos preços dos telemóveis, bebidas alcoólicas, tabaco e em outros bens nada essenciais.
Imaginem se todos os sacrifícios fossem distribuídos por igual a todos os cidadãos.
Imaginem que nos escandalizamos a sério com o escândalo da fome.
Imaginem que as nossas famílias só compravam o estritamente necessário para viver… E depois a prática da solidariedade fosse o pão-nosso de cada dia.
Imaginem que nos tornávamos mais construtivos e mais abertos a mudanças radicais de vida.
Ora bem, uma infinidade de coisas que se podem imaginar ainda. Por isso continuem a imaginar…

JLR

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

" Resgate de mineiros - grande lição de vida " - Pe. José Luís Rodrigues

 
"Graças a Deus por Jesus Cristo pelo salvamento dos 33 mineiros encurralados no interior de uma mina no Chile. São o sinal da Ressurreição cheia de emoção. Também Jesus emergiu para a vida aos 33 anos, neste caso serão muitas idades, que somadas darão muitos anos, mas são 33 pessoas ávidas de vida e de luz. Que alegria imensa senti quando vejo os abraços e as lágrimas de alegria que as imagens televisivas nos oferecem. Parecia impossível tal acontecer, mas Deus permitiu, o engenho humano teceu e a esperança alimentou esta ressurreição. Devemos todos dar graças e rejubilar. Se a humanidade quisesse muitas mais vidas poderiam ressurgir do meio dos escombros e a vida seria mais brilhante para muitos dos nossos semelhantes. Fica a lição da resistência, da esperança, da união, do trabalho e da fé. A adversidade faz milagres. Bendito seja Deus por tão grande dádiva."
JLR 
 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

"Recomeçar" - Padre José Luís Rodrigues

"O segredo das vitórias está na perseverança audaz. A vida oferece-nos tantas vezes derrotas desanimadoras, mas, se olharmos a natureza, encontramos na vida dos pássaros um exemplo formidável de perseverança. Observemos a lição das avezitas perante a adversidade. Gastam dias e dias a construir seu ninho. Com que entusiasmo buscam materiais tantas vezes em locais distantes. Partem cantado em busca de materiais apropriados: pedacitos de ramos secos, de palha, de penas. Sempre com entusiasmo indescritível. Mas, quando o ninho se esboça quase pronto para acolher os ovos, um temporal imprevisto ou um animal ou uma criança ignorante desfazem aquela pequenina construção de amor. Mas os pássaros não desistem. Recomeçam a faina de construção, sempre cantando num canto de entusiasmo e de esperança, num vaivem incansável, para realizarem seu sonho. E o ninho surge e recebe os primeiros ovos. Muitas vezes, porém, algo inesperado volta a destruir aquele sonho lindo...
Dói recomeçar do zero, mas mais uma vez aqueles pássaros não desistem. Recomeçam cantando. Pouco a pouco, pacientemente, vão construindo novo ninho para colocar seus ovos e acalentar seus filhotes. Na nossa vida deparamos algumas vezes com desaires que nos prostram e nos desanimam, que destroem nossos sonhos e projectos. Quantos golpes atiram por terra o nosso emprego, a nossa saúde, os nossos empreendimentos, as nossas realizações. Quantas vezes teremos pensado e dito: Basta!
Mas a lição de perseverança das aves ensina-nos a recomeçar uma vez, duas vezes ou mais, até conseguirmos reconstruir os nossos sonhos – pessoais ou da nossa família. Dói imenso ter de recomeçar, de renovar tantos sacrifícios, tanto trabalho, tantas lutas, tantas lágrimas. Mas recomeçando com entusiasmo, com a ajuda dos homens e de Deus, alcançaremos a alegria da vitória e da felicidade."

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